Friday, May 11, 2007

EADS há muitas…

Descobri há pouco que temos em Portugal uma EADS… mais propriamente a Estrutura de Análise do Desenvolvimento Social do POEFDS - Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social e que será certamente relevante no trabalho que realiza…

Já os alemães e franceses têm a EADS, líder mundial no aeroespacial, defesa e serviços relacionados… coisa de pouco relevo, portanto.

É caso para dizer: cada um tem a EADS que merece…

Friday, May 4, 2007

No CLARO:

O CLARO, sempre atento, aqui dá conta de uma entrevista exclusiva à TDSNews "com o grande guru da Inteligência Económica, Christian Harbulot, director da École de Guerre Économique, de Paris".



Friday, April 27, 2007

No Jornal de Negócios

Monday, March 26, 2007

Falha de Inteligência


Failure of Intelligence

Autor: Red Nose Studios

Desenhado a propósito das falhas de inteligência no Médio Oriente e na luta contra o terrorismo este cartoon aplica-se também à miopia de muitos que no campo económico não vêem mais do que a sua própria sombra. Talvez não tenham percebido ainda que a "bomba económica" já lhes caiu em cima e que agora importa olhar o mundo sobre um outro ponto de vista mais macroscópico e menos microscópico.

Cegos aqueles que não viram chegar a China e continuaram - existem ainda uns "bravos" que continuam a insistir neste modelo - a apostar no textil barato e nas restantes indústrias de mão-de-obra intensiva, defendendo, como Pinho fez "oportunamente" junto desses super-assalariados chineses, que a mão de obra barata portuguesa é uma vantagem competitiva. Compreensível a nobre ideia de manter a taxa de desemprego baixa (à custa de subsídios de efeito duvidoso)- vem-me invariavelmente à cabeça quando penso nisto a ideia de eleições -, incompreensível a falta de inteligência em perceber que esse caminho apenas levaria a uma inevitável falência do modelo económico português incapaz de responder hoje aos desafios que se colocam. O fecho de fábricas das indústrias de mão-de-obra intensiva no nosso país era uma inevitabilidade previsível.

Infeliz do país que hoje apenas tenha para vender mão de obra barata e, note-se bem, mesmo a China está já a procurar inverter os seus factores de vantagem competitiva e pretende, com os apoios estatais a irem nesse sentido, passar do "Made in China" ao "Made By China", com ganhos significativos, dado o valor acrescentado dos produtos. Claro que neste caso a mão-de-obra barata chinesa vai continuar a ser um factor de vantagem, mas é importante perceber que China está já a virar-se para indústrias de mão-de-obra especializada e tem como objectivo claro aumentar o peso dessas indústrias nas exportações.

Sunday, March 25, 2007

Guerra Económica no CM


No editorial de hoje do Correio da Manhã, Manuel Queiroz, subdirector, a propósito dos 50 anos de Europa unida fala de desunião e daquele que será o grande desafio "nos próximos 20 anos": a guerra económica.

"
A Comunidade Económica Europeia foi um caminho pela paz e pela prosperidade. Chegou-se a ambas. Mas na vida nada é adquirido e outros arranjaram maneira de serem mais competitivos do que nós, mais ágeis, e fazem-nos uma guerra económica a que não sabemos responder.

É essa guerra económica que é o desafio da UE dos próximos vinte anos. É uma guerra por outros meios, mas guerra ainda assim".

Este texto de Manuel Queiroz tem a virtude de falar daquilo que poucos querem e gostam de falar nesta Europa Unida. A união pacificadora, promotora de trocas, transporta também, tal como nos espaços não europeus, uma nova forma de confronto generalizado entre as nações - que desde sempre existiu, mas que actualmente se sobrepõe ao conflito tradicional, cada vez mais localizado -, uma guerra económica global.

De facto, é na esfera económica que se situa o desafio dos próximos anos. E para que a UE consiga lidar com esta nova realidade precisa de libertar-se de uma visão angelical das relações internacionais e perceber que o apelo à paz e união não é incompatível de um esforço de afirmação económica segundo as novas regras do jogo. Porque o quadro actual é de guerra económica entre aliados políticos, é necessária uma clara separação das águas para se sair vitorioso.

Sobre a Guerra Económica

A guerra económica é defendida por autores de uma escola de pensamento que se baseia na constatação da existência de uma forma de violência económica, caso do general Harbulot.

Embora muitos questionem a utilização do termo guerra económica para designar a competição entre empresas e nações, pautada por afrontamentos muitas vezes duríssimos e que recorrem a métodos ilegais, a verdade é que o entendimento destes afrontamentos como ameaças económicas levaram países, como os Estados Unidos ou a França, a criarem comissões para a segurança e competitividade económica.

Alguns autores entendem que o confronto económico deve ser sobretudo considerado em termos de oportunidades, ameaças e riscos, mas a verdade é que, sem deixar de concordar com Franck Bulinge que não são comparáveis os milhões de mortos da Primeira Guerra Mundial com despedimentos, à luz daquilo que é hoje o quadro global, a economia é, sem dúvida, o palco por excelência de uma nova guerra mundial com impactos sociais reais e, pese indirectamente, também potenciadora de mortes humanas.

Embora considere compreensível a perspectiva de Bulinge que "os princípios da guerra económica transportam os germes de uma violência susceptível de legitimar o emprego de técnicas e métodos contrários à ética da proposta da inteligência económica", é preciso enquadrar que na componente de protecção da inteligência económica as empresas devem ter em conta os riscos provenientes de métodos ilegais, sem que necessariamente isso as legitime a recorrerem a esses mesmos métodos. Logo, é no meu entender preferível aperceber a competição económica em toda a sua amplitude e, neste caso concreto, como uma guerra, com uma lógica semelhante aos conflitos tradicionais, sem, no entanto, considerar que a dureza possa ser directamente comparável à dos confrontos belicistas. O que é preciso é colocar essa dureza em perspectiva face a uma nova realidade global onde para a grande maioria “morrer pela pátria” já não é uma opção.

De um modo relativo, são de facto comparáveis os confrontos tradicionais (pela força das armas) de ontem com os confrontos económicos (sobretudo pela força da informação e da comunicação, embora também das armas), de hoje.

Ainda que alguns prefiram a designação segurança económica julgo ser não só apropriada como também necessária a noção da existência de uma guerra económica que recorre a métodos de desinformação, de manipulação e também de destruição.

Só percebendo o que está em jogo e forma como este se desenrola é possível superar os desafios vindouros. Podemos começar por falar claro sobre estes assuntos...

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