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Wednesday, March 21, 2012

Execução orçamental tranformada em execução de Portugal

 Quando à obsessão pelo orçamento se juntam elogios de "notável" vindos de Bruxelas há ainda mais razões para nos preocuparmos. A vaidade não vai ser a melhor conselheira de quem transformou a execução orçamental na execução do país...E é bom que a tempo percebam que Portugal é muito mais que um orçamento a cumprir... Em Bruxelas não vêem "sinais de fadiga", mas a execução orçamental dá mostras da "dor de Burro" que o país já sente e que resulta do facto de o governo ter optado por transformar aquela que deveria ser uma maratona de austeridade, sustentada, com ritmo ponderado e com estratégia,  numa desenfreada série de ajustamentos ao sprint, providos de um sentido de gestão da coisa pública meramente tático.

Bruxelas elogia Portugal

Ajustamento orçamental é "notável" 
e meta do défice mantém-se
A terceira avaliação do programa de ajuda a Portugal foi positiva, tendo sido aprovada uma nova tranche.  
A terceira avaliação do programa de ajuda a Portugal foi positiva, tendo sido aprovada uma nova tranche. Imagem: AFP; GIUSEPPE CACACE
 
Segundo a Comissão Europeia, o programa de ajustamento “está no bom caminho” e a meta de 4,5 por cento para o défice público em 2012 continua válida.

No relatório, a que a Bloomberg teve acesso, lê-se que a missão da 'troika' não encontrou sinais de “fadiga das reformas” em Portugal e antecipa-se um recuo de 3,25 por cento no produto interno bruto (PIB) este ano, contra os três por cento anteriormente previstos.

Para Bruxelas, onde não encontram sinais da "fadiga das reformas", ficam estes dados, que revelam os efeitos das reformas quer nas receitas, quer nas despesas:

- O défice do Estado ascendeu, em Fevereiro de 2012, a 799 milhões de euros, quase o triplo do verificado no mesmo período do ano anterior. Aumento da despesa em 241 milhões de euros, e uma receita efetiva perdida de 312 milhões.

-Só em temos de impostos, a receita desceu 5,3%, para 5,63 mil milhões de euros, ou seja, o Estado deixou de arrecadar 315,3 milhões. 


- O IVA, a principal fonte de receita do Estado, começou a cair em fevereiro. De acordo com a Direção-Geral do Orçamento (DGO), o Fisco arrecadou 2.861,8 milhões de euros nos dois primeiros meses deste ano, menos 1,1% do que no mesmo período do ano passado.
A cobrança de IVA não caía desde o final de 2009.

 
- O IRC, imposto sobre o rendimento colectivo, acusou um decréscimo de 46%.



- Quebra no ISV (Impostos Sobre Veículos) de 61 milhões (menos 44,6%).

- Receita com o ISP (impostos sobre produtos petrolíferos) caiu: menos 26 milhões, ou seja um corte de 6,7%, para um total de 363 milhões de euros.

- A despesa com subsídio de desemprego cresceu 18%, o que demonstra um aumento de 62,5 milhões de euros do que em igual período de 2011.

Fontes:

Défice do Estado dispara: é quase o triplo de 2011

Saturday, December 5, 2009

Relatório McAfee: Camarões domínio mais perigoso

o domínio de Internet Camarões (.cm), superou Hong Kong (.hk) como o mais perigoso da Internet, de acordo com o terceiro relatório anual da McAfee “Mapeando os perigos da web – Os domínios mais perigosos do mundo”. Já o domínio do Japão (.jp) foi considerado o mais seguro.

O domínio de Portugal (.pt) surge em 86º lugar. Foram testados 34.409 sites, com apenas 193 a apresentarem riscos. A taxa de risco ponderada melhorou de 0,5 para 0,3%.

O domínio de Internet com maior volume de tráfego do mundo, “comercial” (.com), passou do nono para o segundo lugar entre os mais perigosos, ao passo que “governo” (.gov) é, entre os domínios não vinculados as quaisquer países, o mais seguro.

"Os alvos dos cibercriminosos são regiões onde o registo de sites é barato e prático e onde correm menos risco de serem descobertos", explica a McAfee.

As medidas rigorosas dos gestores de domínios “.hk” para impor restrições aos registos relacionados a golpes, Hong Kong caiu 33 posições este ano. Agora, apenas 1,1% dos sites com este domínio representam um risco, enquanto, no ano passado, a proporção era de um site “.hk” arriscado por cada cinco.

Na lista dos mais arriscados, depois de Camarões, surgem República da China (.cn), Samoa Ocidental (.ws), Filipinas (.ph) e ex-União Soviética (.su).

Já entre os domínios nacionais mais seguros estão, após o Japão, Irlanda (.ie), Croácia (.hr), Luxemburgo (.lu) e Vanuatu (.vu).

Outras conclusão é que dos 27 milhões de sites e 104 domínios de nível superior avaliados, 5,8% representam riscos à segurança – ou seja, mais de 1,5 milhões de sites eram arriscados.

Os sites registados nos domínios da web da Ásia-Pacífico são consideravelmente mais arriscados do que os da web em geral, com 13% a representarem uma ameaça.



Piores domínios nacionais


1-Camarões (.cm)

2-RP da China (.cn)

3-Samoa Ocidental (.ws)

4-Filipinas (.ph)

5-Ex-União Soviética (.su)

Domínios nacionais mais seguros

1-Japão (.jp)

2-Irlanda (.ie)

3-Croácia (.hr)

4-Luxemburgo (.lu)

5-Vanuatu (.vu)


Download Relatório “Mapeando os perigos da web – Os domínios mais perigosos do mundo”
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